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Comparativo Motos Custom: Harley x Honda x Kawasaki x Suzuki x Yamaha

February 13th, 2012

Introdução

A primeira coisa que deve ser considerada ao selecionar uma motocicleta é a finalidade para a qual ela será destinada, bem como a utilização que dela se irá fazer. Isto é básico. É fundamental! Senão você corre o sério (e decepcionante, e caro) risco que comprar a moto errada.

No meu caso a finalidade é lazer e a utilização será em passeios e eventuais pequenas e médias viagens – nada além do meu estado (RS) e (muito eventualmente) Santa Catarina.

Não pretendo conhecer o Deserto do Atacama, nem as belezas de Machu Pichu! Não quero sair área de cobertura do meu celular ou alcance do veículo de resgate da companhia seguradora. Muito menos quero lidar com polícias rodoviárias dos “hermanos”.

Dito isto, qual foi o meu ponto de partida. Após quase 40 anos sem rodar com uma motocicleta (após um sério acidente que sofri com a minha Honda CB350, ocorrido em 1973), decidi voltar à antiga paixão e comprei uma Yamaha Fazer YS 250. Medida acertada!

Gostei do estilo “esportivo” da Fazer, e já estava começando a pensar num “upgrade”, que seria para uma Yamaha XJ6 N mas, com mais de 60 anos de idade no “lombo”, outros fatores começaram a pesar. Historicamente (e não podia deixar de ser por menos) o fator segurança: não pretendo passar dos limites permitidos para as vias (acho que no Brasil o máximo é 120km/h).

Ora, comprar uma XJ6 N com 78hp, capaz de chegar a quase 200km/h, ia ser difícil de resistir à tentação de, de vez em quando, dar uma “enroladinha no cabo do acelerador”!

Segundo, o conforto que um assento de uma esportiva como a XJ6N oferece (embora seja excelente para a categoria a que ela pertence), bem como a posição de pilotagem (guidão e pedaleiras), não são o que pode se chamar de confortáveis. Principalmente após umas 2hs de estrada. Para um jovem (que faz tempo não é o meu caso) não há problema algum. Qualquer coisa a adrenalina dá conta.

Critérios para a Seleção

Voltei então para as customs. Quais customs? No mercado há opções para todos os gostos e bolsos. E aí está a primeira questão a ser conciliada: Finalidade x Utilização x Gosto x Bolso.

Vou adicionar mais uma: Marca. Quero uma custom para me distrair, não para ter problemas na estrada ou com a rede de concessionárias. Vai pesar na escolha, portanto, o fabricante e sua rede de concessionárias no meu estado.

Portanto, a moto que pretendo escolher, deverá satisfazer as seguintes condições básicas:

  • Finalidade: lazer
  • Utilização: passeios e eventuais pequenas e médias viagens
  • Gosto: visual “clássico atualizado”, porém, com tecnologia moderna (instrumentação o mais completa possível, rodas de liga leve etc)
  • Bolso: na faixa de R$ 35.000
  • Marca: Yamaha, Suzuki, Kawasaki e Harley-Davidson (nesta ordem, em função do tamanho da rede em minha região)

Pelas suas especificações técnicas e características básicas, as selecionadas para participar deste “Comparativo”, foram:

  • Harley-Davidson 1200 Custom
  • Harley-Davidson 883 Roadster
  • Harley-Davidson Dyna Super Glide Custom
  • Honda Shadow 750
  • Kawasaki Vulcan 900 Classic
  • Kawasaki Vulcan 900 Custom
  • Suzuki Boulevard M800R
  • Yamaha Midnight Star

A Escolha “Racional”

Como pretendo escolher a “vencedora”? Aí e que pega! Moto se escolhe, primeiramente, na base da emoção! Senta na moto, segura o guidão, dá a partida e acelera. Ouve o ronco do motor, que é um dos “principais fatores” para selecionar uma moto. Duvida? Fala com qualquer motociclista, olha a quantidade de opções de escapamentos que tem no mercado, a quantidade de vídeos no YouTube, só com “o ronco da minha moto“!

A moto tem que “vestir” na gente (ou será o contrário?). O primeiro parâmetro “racional” (se é que se pode utilizar a palavra “racional” quando o assunto é moto) é o” test drive”. Infelizmente, aqui na minha região isto não existe. Por que? Não sei, acho que as concessionárias pensam que não é fator decisivo para venderem bem (pelo menos as dos fabricantes que relacionei acima). Sei lá…

Mas, comprar uma moto, levando em consideração apenas o fator “emoção” e as impressões ao pilotar no test drive (que sempre vai ser limitado – no máximo vai dar alguma idéia do que é a moto), é muito pouco, pelo menos se você vai suar para pagá-la e, se não gostar, vai ter que ficar engolindo o sapo por muito tempo. Aí perde toda a graça, e deixa de ser diversão e prazer.

O Que Pode Ajudar na Hora de Fazer a Escolha

Antes de mais nada, você deve saber o quanto está disposto (ou pode) gastar na compra.

E, lembre-se, aqui não se conta só o valor a pagar pela moto, some aí, também, os valores do emplacamento, seguro (se for fazer), rastreador, alarme, acessórios, condições de financiamento, entrada, valor da prestação etc etc.

Procure saber o quanto você irá gastar, por mês com sua moto, dada a utilização que você vai fazer dela (custo médio mensal). Pode acontecer que você tem condições de comprar a moto, mas… não tem condições de manter!

Já sei o quanto posso gastar (para comprar e manter). E, agora, o que fazer? Estou fazendo o que fiz quando decidi pela compra da minha Yamaha Fazer YS 250:

  • Determinar finalidade, utilização etc (isto já falei)
  • Ver quais as opções no mercado
  • Criar um quadro comparativo com as especificações dos modelos selecionados
  • Relacionar quais as características são mais importantes para você. Ex.: pra mim ter cardã ganha ponto, conforto então nem se fala, aceleração nas ultrapassagens (torque) mais pontos etc
  • Relacionar quais as características não são importantes para você. Ex.: pra mim consumo médio não é importante, mas autonomia é (ou seja: capacidade do tanque x consumo médio), velocidade final (não vou correr), custo médio de manutenção / km rodado (vou rodar pouco), depreciação (valor de revenda) etc
  • Relacionar quais as características são obrigatórias. Ex.: potência >= 50Hp, torque >= 6kgf.m etc
  • Relacionar quais as características são eliminatórias. Ex.: pneus com câmara, transmissão por corrente etc (você pode notar que duas motos da relação já estão eliminadas, mas deixei, mesmo assim, para ter mais opções de comparação)
  • Ler o maior número de reportagens (mesmo que sejam repetitivas – sempre tem uma novidade)
  • Conversar com outros motociclistas. Aqui um cuidado especial: é muito comum o pessoal “puxar a braza para a sua sardinha“, ou “queimar a sardinha do vizinho“,  e você ter uma opinião parcial
  • Fazer visitas às concessionárias e conversar com os vendedores sobre as motos que você está considerando (deles e da concorrência – mesma observação das “sardinhas“)
  • Informar-se, não apenas das qualidades e “pontos fortes” dos modelos sendo considerados, mas, principalmente, dos problemas, em particular os “crônicos” (vazamentos, desgastes prematuros etc)
  • Informar-se sobre a qualidade dos serviços e do atendimento da rede de concessionárias das marcas selecionadas, para a sua região
  • Procurar saber os valores da “cesta básica” de cada modelo (custo das revisões, itens de consumo, peças/partes que habitualmente quebram em quedas e/ou acidentes etc)
  • O nome pode parecer estranho, mas há um teste chamado “ass test” (“teste do assento”), que é bem útil na hora de selecionar uma moto. Como funciona? Simples: vá a uma concessionaria e sente na moto que você tem em vistas. Procure encontrar a posição correta de pilotagem (coluna, braços, ombros, pernas etc) e verifique se você sente-se confortável (tronco ereto, braços relaxados, pés alcançando com conforto as pedaleiras etc). Se você “vestiu” a moto, um sorriso (maior ou menor) irá surgir em seu rosto. É o que os americanos chamam de “grin factor” (“fator sorriso”). O “grin factor” é um dos fatores determinantes na hora de escolher uma moto (seja no “ass test” seja no “test drive“)
  • Verificar se o tamanho da moto é compatível com o seu tamanho. Não há dúvidas que pessoas de qualquer tamanho (altura, peso) podem pilotar motos de qualquer tamanho, mas isso não quer dizer que a pilotagem será confortável, muito menos que não irá parecer esquisito um sujeito grandalhão em cima de uma 125cc e vice-versa. Dica: leve uma câmera fotográfica (ou o celular) e peça para alguém (o próprio vendedor) tirar umas(s) foto(s) sua(s) sentado na moto. Tire pelo menos uma pela lateral da moto, com você sentado corretamente na posição de pilotagem, olhando para a frente (coloque o pé, que irá aparecer na foto, na pedaleira e equilibre a moto bem na veritcal, com o outro).
  • Se disponível, fazer test drives (nas concessionárias ou em motos de amigos)
  • Acompanhar/participar de discuções nos forums de motociclistas. Isto vale ouro, pois o pessoal quer se ajudar, e as opiniões, via de regra são muito boas.

Veja a discussão no forum do Motonline, no tópico “Comparativo com modelos médios de motos custom

Qual Moto Foi a Escolhida?

O resultado do comparativo encontra-se no post Comparativo Motos Custom: Suzuki Boulevard M800R 2012, foi a escolhida.


Motos Selecionadas

Suzuki Boulevard M800R (mais…)

Yamaha Midnight Star

Harley-Davidson Dyna Super Glide Custom

Honda Shadow 750

Kawasaki Vulcan 900 Classic

Kawasaki Vulcan 900 Custom

Harley-Davidson 1200 Custom (mais…)

Harley-Davidson 883 Roadster


Quadro Comparativo de Especificações

(Clique na Imagem para Ampliar)


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